quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

A arquitetura que aproxima as pessoas

Esta semana ao ouvir uma reportagem sobre a aprovação de linhas de créditos a juros baixos para realização de reformas e obras para casas de deficientes, lembrei de um lugar muito interessante que conheci durante minha estadia em Boston,  o Institute for Human Centered Design ( http://www.adaptenv.org/ ) , uma organização educacional não-governamental (ONG)  empenhada em melhorar a vida de deficientes através do design.
Para  minha surpresa a pessoa que me recebeu foi um simpático brasileiro, que me explicou um pouco sobre seus projetos e o escritório, que além de contar com um dos maiores acervos sobre acessibilidade na arquitetura  também realiza consultoria para outros escritórios ao redor do mundo.
Tudo lá é pensado com o propósito de criar soluções que garantam a acessibilidade, porém Emanuel diz ser possível aproximar as pessoas através do design, um conceito muito interessante como no exemplo da rampa cujos corrimãos acabam sendo utilizados muitas vezes como assento para os "andantes" sendo assim o design segue uma linguagem muito além da adequação com foco apenas para os deficientes, lá eles acreditam que o design pode e deve ser usado por todos.
Outra dúvida que tive foi a respeito da arquitetura em Boston, pois lá a maior parte da cidade conta com prédios e estruturas muito antigas porém sempre com rampas e acessos; Emanuel garante que é possível criar soluções que viabilizem o acesso dentro de prédios históricos sem precisar destruí-los para isso, ou seja, é possível ter acessibilidade em qualquer lugar
Lóóóógico que bati algumas fotinhos para matar a curiosidade...




terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Xeretando a vida de Stanley Kubrick

  Neste último sábado fui conferir a exposição sobre as obras do cineasta Stanley Kubrick, não que eu seja alguma expert no assunto, mas acredito que devemos estar sempre despertando nossos sentidos para o novo, eu por exemplo, adoro tudo que remete a arte e música, então sigo buscando universos diferentes do meu, acho que assim fica mais fácil de entender um pouco do mundo.
Para os curiosos de plantão e carentes por acessibilidade como "yo", suuuper indico a visita.
Confesso que vi  poucos de seus filmes, mas o mais interessante  foi conhecer o lado "humano" do cineasta e a forma meticulosa que ele trabalhava, por exemplo  para o filme Napoleão ele separou arquivos com os hábitos alimentares do mesmo, condições climáticas durante as batalhas, e pessoas com quem ele se correspondia, tudo separado por abas coloridas que ficavam em um gaveteiro(não é por nada não, mas acho que ele era beeeem metódico).
Fora  isso, os cenários criados para exposição de cada um dos filmes é fantástico, a riqueza de detalhes e sensações que você vê e sente dentro da exposição te faz entender e entrar na vibe de cada obra; posso dizer que rolou um "medinho" quando adentrei para ver "O Iluminado" e me vi naquela meia luz, diante daqueles papéis de parede antigos num corredor cheio de portas e uma trilha sonora de arrepiar, uiiii ...
A questão da acessibilidade esta mais que garantida, apesar de contar com 2 andares, o MIS (local da mostra) conta com elevador, além de ter rampas em todos os setores, ou seja, sem desculpas para visitar!


Para maiores informações: http://www.mis-sp.org.br/

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Explorando a terra da garoa

Mal cheguei em Sampa e não parei por um segundo, afinal preciso botar a vida em ordem outra vez!
Como alguns já sabem, sou estilista e tenho uma marca de bolsas, pois então, apesar de estar nos 40 minutos do segundo tempo, já tratei de desenvolver uma mini coleção que logo mais terei o prazer de compartilhar com vocês.
Sábado de sol e a família em casa, pensei, e por que não explorar a minha amada São Paulo? Meus pais adoram história(a tara por museus é de família) e tratei logo de pesquisar um lugarzinho interessante, e lá fomos nós parar no Museu da Casa Brasileira (http://www.mcb.org.br/).
Fui receosa na questão da acessibilidade e para minha alegria fui surpreendida, consegui transitar por todo museu, só precisei de um help no elevador, visto que o mesmo é original da época em que a casa foi erguida, sendo assim está perdoado...rs
Apesar de curto, o passeio foi delicioso e pude ver peças interessantes como um piano do século XIX com as Insígnias de D. Pedro II e as louças pertencentes a Marquesa de Santos, além disso no segundo piso conheci um pouco sobre os primeiros proprietários da casa, o que torna tudo mais instigante quando você vê as fotos.
Para fechar com chave de ouro, o museu conta com um restaurante delicioso da rede Capim Santo chamado Santinho, com um buffet bem servido de delicias típicas do Brasil, isso sem falar na mesa de sobremesas, VALE MUITO A PENA!
Então se tiver de bobeira em Sampa bora rodar por lá!






 

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

De volta ao Brasil

Acho que de todos os posts já escritos, esse sem dúvida esta sendo o mais difícil de se publicar. Cheguei de viagem dia 06 de novembro, e desde então venho me perguntando como devo finalizar essa etapa?
Há 3 meses a ansiedade pela descoberta de um mundo novo me consumia, meus medos me empurravam todas as manhãs a explorar Boston e ao voltar todas as noites eu me sentia sempre completa e fortalecida.
Ah como não lembrar meu primeiro dia sozinha, enfrentando uma rampa quilométrica, ou o meu inglês quadradinho e trêmulo em busca de informações, o excesso de atenção a cada metro rodado e o pior dos pesadelos, " e se eu cair, como será? "
Pois bem, eu caí gente e quer saber??? Pedi ajuda e tudo foi facilmente solucionado, não vou dizer que fiquei super feliz em cair e ficar como aqueles besouros que ficam virados para cima no meio da estação de trem, mas até nesse momento percebi o quanto eu tinha mudado, após o susto segui em frente e não olhei para trás.
Parece que vivi 5 anos em 3 meses, tudo foi muito intenso, olhares de cumplicidade, frio na barriga, dúvidas, risadas, quaaaantas risadas, como foi divertido aprender novas palavras, conhecer pessoas e lugares, cometer inúmeras gafes(eu sou mestra nisso) e rir de mim mesma (sim, eu falo e rio o tempo todo de mim mesma).
Apesar do coração estar partido por deixar Boston  e as inúmeras historias vividas, a sede por novas descobertas tomou conta de mim, hoje posso dizer com toda certeza que quem definiu as limitações durante essa viagem fui eu, e orgulhosamente digo que foram bem poucas!
O medo que carreguei em minhas pernas durante tanto tempo se transformou em motivação para buscar um mundo novo, a minha timidez em expor minha vida foi trocada por uma vontade imensa de compartilhar tudo aquilo que eu descobri que seria bom para outras pessoas com sentimentos semelhantes aos meus; digo sentimentos pois ao contrário do que imaginei recebi inúmeros e-mails e conheci muitos deficientes e não deficientes que sentiram-se encorajados também.
Quando planejei esta viagem achei que meu maior propósito seria superar os medos e a minha deficiência, mas além de ter vivido tudo isso eu percebi que o tempo é algo muito precioso e se você não agarrar a vida com unhas e dentes ela trata de escapar; entendi que para ser feliz é preciso estar disposto, chutar os temores para fora do armário, comprar brigas consigo mesmo e abrir o coração, pois quando resolvi abrir o meu, fui inundada por um mar de coisas boas.
Obrigada a cada um de vocês que fizeram a diferença nesses 3 meses, cada "curtida" no facebook, instagram, mensagens e sinal de fumaça me deram forças para ir além. Ainda não sei se ficarei por aqui, pois para mim o mundo agora ficou instigante, planejo sim viver tudo aquilo que eu tiver direito e mais um pouco, então prefiro dizer um até logo!
Agora para não perder o costume, coloquei algumas fotos memoráveis e um vídeo sobre o Frost Ice Bar, ah, e sem esquecer das últimas aventuras no vôo de volta ao Brasil, onde fui bem assistida do início ao fim!

http://www.youtube.com/watch?v=9DtLVk0JFpM&feature=youtu.be









 

domingo, 27 de outubro de 2013

Filadélfia

Apesar dos meus esforços não tenho tido tempo suficiente para escrever com mais frequência, por isso relato hoje a viagem que fiz para Filadélfia no mês passado.
Alugamos um carro e partimos, apesar das diferentes nacionalidades em um mesmo carro, a viagem foi recheada de risadas, andanças, muiiitas andanças, eu achava que apenas eu tinha problemas em localizar lugares, mas descobri que esse não é um problema inerente apenas as mulheres, os homens também tem minha gente ...rs
Como a viagem é cansativa(levamos 6 horas para chegar) no primeiro dia só restaram forças para um banho e cair na cama; já no segundo dia partimos para os pontos turísticos. A cidade é linda, limpa e como sempre acessível,  cheia de rampas e calçadas rebaixadas o que já é uma são constante por aqui, e apesar de não pararmos um só minuto deu para aproveitar bem.
O ponto alto da viagem foi a minha tentativa de "abrasileirar" um amigo Coreano, que apesar da timidez e do rigor característicos lá de sua terrinha, ele cedeu ao "sexy face" e surpreendentemente posso dizer que ele ganhou em disparada de todos os outros candidatos.
Filadélfia deixou saudades, mas as memórias e os momentos compartilhados com cada um dos meus novos amigos sem dúvida nenhuma serão lembrados para o resto da minha vida, valeu "CRAZY PEOPLE!"




quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Viajando com os amigos

O destino deste final de semana foi Salem, a cidade conhecida pelas bruxas, como agora é época de hallowen e aqui os americanos encarnam o espírito da coisa, resolvi lá conferir.
Um dos pontos altos da viagem foi a ida de navio, Salem fica pertinho, mas como eu adoro água e o dia estava propício optamos pelo "ferry", em apenas 40 minutos estávamos lá. A cidade em si não é muito grande e como tínhamos pouco tempo optamos por conhecer mais a cidade ao invés de ficarmos presos aos museus. Apesar do clima de terror Salem é muito acolhedora, as casinhas parecem um cenário, são quase sempre muito parecidas e tudo extremamente limpo e acessível.
Nos arriscamos na casa assombrada em 3D e apesar de não ser nada assustadora me diverti com a minha amiga Simone se pelando de medo, ou seja, o terror para mim virou comédia...rs
Paramos para um típico almoço americano, com direito a hambúrguer e batata frita e Coca-Cola, na volta pegamos um trem e as 20:00 pm já estava de volta a Boston.
Já no domingo resolvi testar minhas habilidades e tentar passear sozinha, destino, uma regata no Charles River. Saí de casa as 13:00 e não me comuniquei com ninguém, queria realmente sentir aquela sensação que sempre senti quando me aventurava por algum lugar desconhecido e foi a melhor coisa que eu fiz. Apesar do frio na barriga, o medo de cair ou algo do gênero a felicidade que senti quando me vi de fronte ao rio que escolhi como destino só fortaleceu ainda mais a minha sede de conhecer o mundo, percebi ali que apesar do cansaço que senti em meu corpo, minha mente foi mais forte e só reforçou o que venho constatando, sim, eu posso chegar aonde eu quiser.
Claro, a vista ajudou a fechar com chave de ouro!






 

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Lar doce lar

Eu sempre acreditei em Deus, e apesar de tudo que houve comigo me considero uma pessoa abençoada e de muita sorte, e para comprovar isso lhes apresento minha família em Boston.
Sabe aquelas histórias que costumamos ver em novelas,  sobre pessoas extremamente generosas e de bem com a vida, pois bem, posso dizer que tenho vivenciado isso.
Estava eu em minha primeira semana nos EUA, eis que recebo uma inusitada mensagem de uma linda jovem, brasileira e cadeirante me convidando a conhecer sua família, sim people, apesar da carinha de pirralha, a Greise tem 4 lindos filhos e mora aqui em Boston há 8 anos, vê se não tem um dedinho lá de cima ???
Como típica geminiana a curiosidade de conhece-la falou beeem alto, e topei na hora, foi simpatia a primeira vista, tanto por ela, como por toda a família.
Quando optei por viajar pensei que minha maior experiência seria a superação dos medos, porém a vida sempre me oferece umas portinhas surpresas, e no caso dessa família foi tipo a "porta da esperança", aquela que vinha com todos os presentes que você sonhava e mais um pouco(sim, sou velha gente, isso é do tempo que o Silvio Santos ainda tinha cabelos acaju).
No meu caso os presentes vieram em forma de amor, amizade e alegria, muitaaaaaaaaa alegria!
Tenho aprendido muito durante essas quase 3 semanas com a família Pezzin, mas sem dúvida nenhuma o que mais pude notar foi  a generosidade e o amor que  transbordam nessa casa, todos os dias ao chegar sou recebida com sorrisos sinceros e uma solidariedade sem tamanho que me deixa comovida e me faz acreditar que posso ser uma pessoa melhor, além do plus, sim, eu estou sendo tia postiça, imaginem só ter 2 pimpolhinhos te esperando e felizes porque você chegou?! Certamente sentirei muita falta disso.
Não tenho palavras para agradecer a cada um de vocês, porque sim, cada um deles me ajudam a sua forma, e podem acreditar, é totalmente de coração.
Obrigada família  Pezzin por embarcarem no meu sonho!