segunda-feira, 1 de junho de 2015

Praticar é preciso!

Algumas pessoas me perguntam o porque ainda estudo inglês, e por isso resolvi fazer um post explicadinho sobre a minha escola e o motivo de ainda estudar inglês.
Como todos que sabem, em 2013 realizei um intercambio em Boston, onde pude melhorar muito meu inglês, ter que se virar no dia a dia sem ajuda de ninguém te obriga a falar e tentar entender todos e tudo a sua volta, afinal ninguém terá um "personal translater" 24 horas para socorrer.
O fato é que existe uma diferença entre  você conseguir se comunicar e entender  a língua e você ter fluência; eu jamais digo que sou fluente, erros gramaticais e phrasal verbs ainda me assombram e para quem pretende um dia tirar uma certificação como TOEFL e TOEIC por exemplo, pode apostar numa boa escola de Inglês para ficar afiadinho!
Escolhi a Alumni por recomendação de amigos, e não me arrependo, as aulas passam rápido e nas dinâmicas sugeridas tenho conseguido internalizar muitos detalhes que passam batido e que são perfeitas  pegadinhas desses testes!
Fui extremamente acolhida tanto pelos alunos como pelo staff, e até carteira para cadeirantes eles me ofereceram, porém por escolha própria eu preferi usar as carteira da classe.
Mesmo a sala de computação que geralmente são impossíveis de serem usadas por cadeirantes não tive problemas, além disso a escola conta com elevador e banheiro adaptado.
 
Uma coisa é certa, aqui não tem moleza, e além de QUIZ pela internet temos que passar por diversas provas cuja média é 8, ou seja, ou estuda ou estuda...rs
Pra quem quiser rodar pela Alumni fiz esse videozinho mostrando tudim tudim!!!

terça-feira, 5 de maio de 2015

BANG BANG - Tiro Esportivo adaptado

O post de hoje veio cheio de banca pra contar um pouco sobre a história da Andréia, fera em Tiro Esportivo que apesar de toda a falta de suporte ama competir e segura as pontas sozinha.
O gosto pelo esporte veio através da família já que tanto o avô como a mãe sempre praticaram, porém após um acidente automobilístico que acarretou uma paraplegia a mesma achou a princípio que atirar sentadinha numa cadeira de rodas não iria rolar!!!
PORÉÉÉÉM, saca pessoas que ignoram os nãos da vida e saem rodando como se não houvessem ouvido nadica? Essa é a Andréia, após assistir a modalidade de tiro adaptado no Parapan de Guadalajara a bonita ligou os motores  e "tacou-lhe pau" no seu carrinho; entrou em contato com a federação Paulista de tiro, descobriu um estande para praticar o esporte e fez acontecer.
A jornada começou em 2012 e desde então ela nunca mais parou, já conquistou 21 medalhas, entre os títulos estão I Copa do Brasil, Campeã Paulista,  Campeã Brasileira 2013 e 2014 além de recordista brasileira !
 Andreia costuma dizer que se casou com o tiro e que não é só chegar e BANG BANG!
Eu mesma fui conferir e testar pra ver como funcionava, além de ter concentração absoluta, é necessário todo um preparo físico e psicológico no momento de atirar.
Além de graduada em direito, Andréia é pós graduada em Ciências criminais, e mais uma vez ela deu um OLÉ para a falta de acessibilidade e fez o curso da ACADEPOL.
Para os que não sabem(como eu não sabia também) esse é um curso preparatório para delegados, além das escadas e da falta de banheiro adaptado, a gata comprou a briga e se inscreveu no curso.
No final ela virou xodó dos 120 alunos da sala, que se uniram para ajuda-la nessa empreitada!
Pra ela não existe espaço para auto piedade e o não posso; quando peço uma mensagem ela encerra com brilho nos olhos:
"Nunca desista dos seus sonhos, pois és um guerreiro com tantas lutas e superações, que não é justo olhar para trás agora,
 Seja insuperável e inigualável para os olhos de quem não esta do teu lado,
 Desvie de obstáculos intensificando sua determinação, seja um guerreiro corajoso, seja um guerreiro valoroso,
 E quando você se ver sem saída, acredite nas esperanças que rodeiam suas certezas"

Pra quem se interessou em praticar o tiro esportivo a Associação Desportiva Durval Guimarães ( http://www.addg.com.br/ ) esta totalmente adaptada para receber(é la que a Andreia treina) e de quebra vocês ainda podem comer um bolinho e tomar um café com outros atiradores...hehehe!





sexta-feira, 17 de abril de 2015

Rodando no SPFW

Após anos sem frequentar o evento, eis que ontem fiz minha estreia como cadeirante no SPFW, confesso que estava um pouco aflita em saber como seria a acessibilidade, já que as roupas são pensadas para uma maioria que não possui deficiência alguma.
Pois bem, para a minha surpresa o evento não estava só focado em lamentar-se pelo ultimo desfile de  Gisele Bündchen e pensaram em toda a acessibilidade para que os deficientes transitassem pelo local sem dificuldades, exceto na entrada.
Uma vez que o acesso para o portão principal era permitido apenas através dos carros do evento(saca carrinho do projac?) tive que topar aquela velha ajuda braçal a la noiva em lua de mel, porém no colo de um total desconhecido!Bom, paciência e vamos em frente!
Andei por todo evento sem problemas, algumas vezes recorri a um empurrãozinho para a rampa do banheiro que era bem íngreme, porém exceto isso tive minha independência preservada.
Minha curiosidade era saber onde me colocariam para assistir aos desfiles, e para a minha surpresa seguida de uma big alegria, meu lugar era na primeira fila, alíííí na pontinha, não é demais?
Para encerrar o dia com chave de ouro, fui assistir a nossa Giiii, que faz jus a fama, que além de linda e mega simpática !!!






quarta-feira, 8 de abril de 2015

Exposição de Moda Inclusiva em Toronto


Ao contrário do que uma grande maioria pensa, a moda vai muito além de corpos magros e luxo, basta observar a história e atentar-se ao desenvolvimento da mesma em nosso mundo.
Ombreiras, crinolinas, cinturas marcadas entre outras ditas “tendências” são carregadas de significados que contam muito sobre crenças, tradições e ideologias de cada época, e por sorte do destino, ou melhor, pelo aviso de uma querida desconhecida canadense, que resolveu me abordar e me falar sobre o evento, fui parar numa exposição de Moda Inclusiva.
Fala se o barbudinho não tá sempre me rodeando de surpresas?

Já tinha ouvido falar sobre a IZ Adaptive (http://www.izadaptive.com/), mas não tinha ideia do quão geniais eram aquelas peças, caimentos pensados para quem está sobre rodas foram confeccionados para proporcionar sensações muitas vezes perdidas para quem se vê sobre uma cadeira de rodas, como por exemplo um quesito muito importante: A Independência!
Isso pode até parecer bobagem para muitos, mas eu me lembro bem a alegria que senti quando após anos na cadeira fui capaz de me vestir novamente sem pedir ajuda alguma!
Foi ali, diante daquele casal de noivos com roupas inclusivas, onde a calça tinha sua barra minuciosamente elaborada para que não houvessem sobras na frente, e não fossem curtas demais atrás que parei para pensar na importância que esse segmento teria em mudar tantas coisas...
Já parou pra pensar em como seria bom entrar numa loja e poder vestir-se sem dificuldades? Ou colocar aquele casaco sem ficar puxando pra baixo toda hora, já que o encosto da cadeira insiste em empurrar o tecido para cima? Ou melhor ainda, comprar aquela calça que parece tão perfeita no manequim, sem que ela fique “pula brejo” já que vivemos sentados? A alto estima em reaver sua independência, a sensação de inclusão em poder transitar em lojas com araras onde peças inclusivas ou não ficassem lado a lado?
É nesse mundo que acredito poder viver um dia, onde a “preferência” na fila não seja mais vista como uma forma de inclusão!


sexta-feira, 27 de março de 2015

Museu do Sapato


Como tudo que é bom dura pouco, decidi que meu último dia em Toronto seria para visitar o Museu do Sapato, agora dá para imaginar a junção MICHELE+ESTILISTA+SAPATO = FELICIDADE GRITANTE E OLHOS BRILHANTES.
A primeira idéia que tive quando ouvi falar desse museu, é que seria algo bem sucinto e com um breve  resumo sobre sapatos, ledo engano! O museu conta com 3 andares onde você descobre uma nova forma de conhecer a  história da civilização através desse incrível acessório, cores, formas, materiais fundem-se em tradições e costumes do mundo inteiro, não é a toa que gastei 3 horas(ta eu queria ver, ler e filmar cada centímetro daquele lugar) que pareceram 30 minutos!
Quando percebi já estava na hora de voltar para o hotel e arrumar as malas, aquela lágrima estava quase caindo (tá essa parte teve uma dose de drama extra) por não ter tempo de visitar o ROM(um dos principais museus de Toronto), uma moça surge do nada e me diz que estava tendo uma exposição sobre moda para cadeirantes? Fala se o barbudinho la de cima não esta sempre enviando uns anjos ninjas da guarda?
Michelinha rodou que nem Alice no país das Maravilhas, mas isso já é assunto para o próóóóximo post...hehehe



sexta-feira, 13 de março de 2015

Niagara Falls lindamente acessível !!!

Quando falamos em Canadá a primeira coisa que perguntam é, você já visitou Niágara Falls? Vou confessar que não estava la muito animada para visitar, mas uma vozinha soprou um "vai menina, tu ta aqui mesmo".
Bendita voz que me empurrou pra lá, indiscutivelmente lindo o passeio conta com um trajeto de barco onde você fica pertim pertim daquelas belezuras, da série TEM QUE CONHECER, esse passeio esta mais que na lista!
Agora se me permitem uma dica, vale um reforço extra além da capinha de chuva que eles fornecem, pois eu que sou xereta e quis ficar com a cara grudada nas Cataratas tomei um banho, mas como me embalei a vácuo saí sequinha :)
Após o passeio de barco, optamos em dar um rolezinho nas redondezas, mas nesse quesito o lugar não é muito atraente não, uma coleção de lojas de souvernirs, parque de diversões e um cassino não me deixaram muito animada, portanto nem perdi muito tempo e logo voltei para o hotel!
Agora questão mais importante de todas, o local é  ADAPTADÍSSIMO e transitei por tudo sem problemas !
Podem apostar, que vale a muito a pena!

Mais um videozinho pra coleção: https://www.youtube.com/watch?v=wlBn4OFBRks

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Toronto: Táxi adaptado +metro+ CN Tower

Sim, eu consegui me virar muito bem em Toronto, e vou explicar porque! Logo que saí do aeroporto já fiquei aliviada por encontrar taxis adaptados(o zóio da cara, mas adaptados) e não ter que passar perrengue na hora de chegar ao hotel, isso para quem tem dificuldade de locomoção e está sozinho em outro país é tipo um abraço de mãe quando se está aflito.
Achei muito legal a adaptação desse taxi, no caso a rampa ficava na parte traseira do carro(tipo aquele chiqueirinho que nós crianças dos anos 80 adorávamos ficar na hora viajar), e com o empurrãozinho do motorista, foi tranquilinho de subir.
Agora vamos ao metro, em Toronto não tive a oportunidade de andar de ônibus(apenas o traumatizante ônibus vermelho que já comentei no outro post), porém o número de estações de metro adaptadas é bem maior que o de Montreal, e isso facilita MUIIIITO a vida de quem roda por aí, mas sempre existe o PORÉMMMMM.
Como minha lesão é alta e não tenho aquela "desenvoltura" invejável que muitos cadeirantes tem para subir, descer, empinar e qualquer coisa do tipo, fui procurar algum suporte, como o que encontrei nos EUA(aquele botãozinho para falar com a central e pedir ajuda para algum funcionário).
Não sei se foi falta de sorte, porém nas linhas por onde andei, perguntei sobre esse serviço e todos foram bem diretos, nós não possuímos esse serviço, mas os vagões são acessíveis.
Agora o PORÉM, saca aquela distancia entre a plataforma e o metro? Pois é, ela existe e eu não consigo perder o medo de virar para trás ou entalar, por isso vou confessar...tive que pedir ajuda sim!
Como não haviam funcionários que se dispusessem a me acompanhar como ocorre nos EUA e também em São Paul, tratei de usar a cara de pau e pedir um help pra galerinha Canadense!
Quando optei em viajar sozinha, tinha em mente que enfrentaria um perrengue ou outro, mas penso que são nessas horas que eu me fortaleço e aprendo a me virar, não penso tanto na lesão, mas em como essas situações podem me deixar mais firme e disposta a avançar mais uma casa(no meu caso acho que seria mais um pais, cidade e etc...)
As ruas como mencionei são bem tranquilas, limpas e até mais acessíveis que em Montreal, encontrei muitos deficientes com suas cadeiras motorizadas(aqui grande parte das pessoas que estão pelas ruas usam cadeira motorizada) transitando sem dificuldades, muitas guias acabam nem sendo rebaixadas devido ao nivelamento que há com a rua, parece uma continuação da calçada, entende?
Seguindo para mais um ponto famoso, o destino foi a CN Tower, para quem curte uma altura esse lugar é ideal, a torre conta com mais de 550 metros, e se não bastasse você ainda pode andar sobre um chão de vidro e dar um tchauzinho lá pra baixo!!!
São 4 níveis para observação, e quando o clima ajuda(não foi o meu caso), você consegue ter uma visão privilegiada da cidade.
Podem ficar sossegados, o lugar é totalmente acessível e conta com banheiros adaptados, elevador, rampas e até um restaurante giratório, mas esse ficou pra próxima, pois o din din tava curto !!!
                         Pra não perder o costume, segue um videozinho pra matar a curiosidade: